O Apóstolo da Verdade
Não é nossa intenção discorrer sobre a questão da verdade em Santo Tomás, mas apenas mostrar quão justo é o reconhecimento a ele prestado de ser o “apóstolo da verdade.” Para tanto, basta que tenhamos presente qual seja a sua definição de verdade: a verdade é a adequação do intelecto à coisa (adaequatio intelectus et rei). Em Tomás de Aquino a verdade é o fim último de todo o universo: “(...) veritatem esse ultimum finem totius universi (...)”. Daí que a filosofia, enquanto busca a totalidade, deve ser considerada como sendo, por excelência, a ciência da verdade.
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A Diaconia da Verdade
Pe. Leonel Franca – exímio tomista brasileiro – na linha de Santo Tomás, afirma que a inteligência, quando de posse da verdade, repousa nela como o movente que finalmente alcançou o seu lugar natural. Quando uma demonstração nos coloca na posse da verdade de uma dada proposição, ocorre entre a inteligência e esta verdade uma ligação necessária e indestrutível.
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Ensaio Sobre o Papel da Memória na Educação da Antigüidade Cristã
O homem é um ser que esquece. Zeus, que deu ao homem a chama do espírito, deu-lhe, entretanto, apenas virtualmente, a sensibilidade para se lembrar. Ora, para consertar este “defeito”, Zeus criou as musas, filhas de Mnemosyne (memória), e as artes! As artes e as musas são companheiras do homem, devem ajudá-lo a se lembrar.
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Notas Sobre a Educação em Agostinho
Os apontamentos sobre a educação em Agostinho foram feitos a partir do opúsculo De Catechizandis Rudibus. Esta obra catequética foi escrita a pedido do Diácono Deogratias de Cartago, por volta do ano 405. Deogratias era responsável por transmitir os rudimentos da fé cristã aos candidatos ao catecumenato. Ele se angustiava com a sensação de não conseguir passar, com o suficiente entusiasmo, as verdades da fé: “Na verdade, o que mais te ouço lamentar é que a tua palavra te parece vulgar e sem elevação quando incitas alguém no cristianismo.” Julgava que só conseguia aborrecer os seus ouvintes com a sua fala. Não gostava de se ouvir falando! Pediu então “socorro” a Santo Agostinho que lhe respondeu com este opúsculo.
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